quinta-feira, 4 de março de 2010

RESULTADO - Audição 2010.1


Segue abaixo o resultado dos aprovados na audição 2010.1 do Coral das Artes Cênicas do IFCE.


Ana Luisa Cavalcante
Bernardo Vitor
Carlos Fredrico
Davy Monte
Elane Fidelis
Fernando Maciel
Handerson
Josiane Costa
Klissia Jeane
Lígia Azevdo
Marcos Bruno
Marie Auip
Marlen Danúsia
Paulyana dos Santos
Raimundo Nonato
Renata Gomes
Roberto Paulo
Sol Moufer
Suzane Bezerra
Thaís Dahas
Vanessa Gouveia
Vicente

Obs: Os nomes que não constam na lista ficarão no cadastro reserva do Coral das Artes Cênicas, com validade até o mês que antecede a próxima audição.

Aos que passaram, o primeiro dia de encontro será no dia 8 de março, às 18:30, no mesmo local em que ocorreu a audição - o Espaço Zen.


Abraço a todos,

Aldrey Rocha

Diretor Geral do Coral das Artes Cênicas.


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Ficha Técnica

Conheça os integrantes que, atualmente, formam o Coral das Artes Cênicas do IFCE e seus respectivos naipes e funções.

Aldrey Rocha
(Dr. Henrique - A Noiva e o Condutor)
Regente e arquivista




















Aline Campêlo
(Glória - A Noiva e o Condutor)
Soprano e produtora














"E eu? O que faço com esses números?
A medida de amar é amar sem medida"
(Números - Engenheiros do Hawaii)

Amidete Aguiar
(Henriqueta Macêdo Façanha Bourbon - A Noiva e o Condutor)
Contralto e figurinista















Clark Ribeiro
(Joaquim - A Noiva e o Condutor)
Tenor e assistente de figurino















João de Lima
(Domingos - A Noiva e o Condutor)
Tenor e coordenador














"Sempre precisei de um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto"
(Teatro dos Vampiros - Legião Urbana)

Juliana Weyne
(Habitante de Cascadura - A Noiva e o Condutor)
Soprano e divulgadora



















"A rose will bloom
It then will fade
So does a youth
So does the fairest maid"
(What is a Youth - Nino Rota)

Marina Morais
(Josefina - A Noiva e o Condutor)
Soprano



















"I ask in all honesty
What would life be
Without a song or a dance what are we?"
(Thank You for the Music - ABBA)

Naiane Andrade
(Olga - A Noiva e o Condutor)
Contralto




















Natalia Régia
(Helena - A Noiva e o Condutor)
Soprano e produtora














"Haja o que houver eu estou aqui
Haja o que houver espero por ti
Volta no vento, meu amor
Volta depressa, por favor"
(Haja o Que Houver - Zizi Possi)

Polyanne Jomasi
(Marcela - A Noiva e o Condutor)
Soprano














"Eu não sei viver sem ter carinho
É a minha condição
Eu não sei viver triste e sozinho
É a minha condição"
(Condição - Lulu Santos)

Sara Lizz
(Habitante de Cascadura - A Noiva e o Condutor)
Instrumentista e tesoureira















Thayla Gomes
(Habitante de Cascadura - A Noiva e o Condutor)
Soprano e divulgadora














domingo, 14 de fevereiro de 2010

O Samba e a Era do Rádio


O samba é um gênero musical, do qual se deriva um tipo de dança, de raízes africanas, surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se transformou em símbolo de identidade nacional. Dentre suas características originais, está uma forma em que a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano e levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital do Império. O samba de roda baiano, que em 2005 se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco, foi uma das bases para o samba carioca.

Apesar do samba existir em todo o país - especialmente nos Estados da Bahia, do Maranhão, de Minas Gerais e de São Paulo - sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero é uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro, onde de fato nasceu e se desenvolveu entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Foi no Rio de Janeiro que a dança praticada pelos escravos baianos migrados entrou em contato e incorporou outros gêneros musicais tocados na cidade (como a polca, o maxixe, o lundu, o xote, entre outros), adquirindo um caráter totalmente singular e criando o samba carioca urbano e carnavalesco.

Durante a década de 1910, foram gravadas algumas composições sob a denominação de samba, mas estas gravações não alcançaram grande repercussão. No entanto, em 1917, foi gravado em disco "Pelo Telefone", aquele que é considerado o primeiro samba. A canção tem a autoria reivindicada por Ernesto dos Santos, o Donga, com co-autoria atribuída a Mauro de Almeida, um então conhecido cronista carnavalesco. Na verdade, "Pelo Telefone" era uma criação coletiva de músicos que participavam das festas da casa de tia Ciata, mas acabou registrada por Donga e Almeida na Biblioteca Nacional. "Pelo Telefone" foi a primeira composição a alcançar sucesso com a marca de samba e contribuiria para a divulgação e popularização do gênero. A partir daquele momento, o samba começou a se espalhar pelo país, inicialmente associado ao carnaval e posteriormente adquirindo um lugar próprio no mercado musical. Surgiram muitos compositores como Heitor dos Prazeres, João da Baiana, Pixinguinha e Sinhô, mas os sambas destes compositores eram amaxixados, conhecidos como sambas-maxixe.

Os contornos modernos do samba viriam somente no final da década de 1920, a partir das inovações de um grupo de compositores dos blocos carnavalescos dos bairros do Estácio de Sá e Osvaldo Cruz, e dos morros da Mangueira, Salgueiro e São Carlos. Desde então, surgiriam grandes nomes do samba, entre alguns como Ismael Silva, Cartola, Ari Barroso, Noel Rosa, Ataulfo Alves, Wilson Batista, Geraldo Pereira, Zé Kéti, Ciro Monteiro, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, entre muitos outros.

A medida que o samba se consolidava como uma expressão urbana e moderna, ele passou a ser tocado nas rádios, se espalhando pelos morros cariocas e bairros da zona sul do Rio de Janeiro. Inicialmente criminalizado e visto com preconceito, por suas origens negras, o samba conquistaria o público de classe média também.

Derivadas do samba, outras formas musicais ganharam denominações próprias, como o samba de gafieira, o samba enredo, o samba de breque, o samba-canção, o samba-rock, o partido alto, o pagode, entre outros. Em 2007, o Iphan declarou o samba um Patrimônio Cultural do Brasil. O samba, além de ser o gênero musical mais popular no Brasil, é muito conhecido no exterior e está associado - assim como o futebol e o carnaval - ao país. Esta história começou com o sucesso internacional de "Aquarela do Brasil", de Ary Barroso, seguiu com Carmen Miranda (apoiada pelo governo Getúlio Vargas e a política da boa vizinhança norte-americana), que levou o samba para os Estados Unidos, passou ainda pela bossa nova, que inseriu definitivamente o Brasil no cenário mundial da música. O sucesso do samba na Europa e no Japão apenas confirma sua capacidade de conquistar fãs, independente do idioma. Atualmente, há centenas de escolas de samba constituídas em solo europeu (espalhada por países como Alemanha, Bélgica, Holanda, França, Suécia, Suíça). Já no Japão, as gravadoras investem maciçamente no lançamento de antigos discos de sambistas consagrados, que acabou por criar um mercado formado apenas por catálogos de gravadoras japonesas. O samba moderno surgido a partir do início do século XX tem ritmo basicamente 2/4 e andamento variado, com aproveitamento consciente das possibilidades dos estribilhos cantados ao som de palmas e ritmo batucado, e aos quais seriam acrescentados uma ou mais partes, ou estâncias, de versos declamatórios. Tradicionalmente, o samba é tocado por instrumentos de corda (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão, como o pandeiro, o surdo e o tamborim. Por influência das orquestras norte-americanas em voga a partir da Segunda Guerra Mundial, e pelo impacto cultural da música dos EUA no pós-guerra, passaram a ser utilizados também instrumentos como trombones e trompetes, e, por influência do choro, flauta e clarineta.

Além de ritmo e compasso definidos musicalmente, traz historicamente em seu bojo toda uma cultura de comidas (pratos específicos para ocasiões), danças variadas (miudinho, coco, samba de roda, pernada), festas, roupas (sapato bico fino, camisa de linho, etc), e ainda a pintura naif, de nomes consagrados como Nelson Sargento, Guilherme de Brito e Heitor dos Prazeres, além de artistas anônimos das comunidades (pintores, escultores, desenhistas e estilistas) que confeccionam as roupas, fantasias, alegorias carnavalescas e os carros abre-alas das escolas de samba. O Dia Nacional do Samba é comemorado em 2 de dezembro. A data foi criada por iniciativa de um vereador de Salvador, Luis Monteiro da Costa, em homenagem a Ary Barroso, que havia composto "Na Baixa do Sapateiro", embora sem ter conhecido a Bahia. Assim, 2 de dezembro marcou a primeira visita de Ary Barroso a Salvador. Inicialmente, o Dia do Samba era comemorado apenas em Salvador, mas acabou transformado em data nacional.

Era do Rádio


A partir da década de 1930, a popularização do rádio no Brasil ajudou a difundir o samba por todo o país. As emissoras de rádios brasileiras ajudaram a popularizar o samba-canção e o samba-exaltação, sub-gêneros muito executados.

O samba-canção foi lançado em 1928 com a gravação "Ai, Ioiô" (de Henrique Vogeler), na voz de Aracy Cortes. Também conhecido como samba de meio do ano, o samba-canção se firmou na década seguinte. Era uma forma mais lenta e cadenciada do samba e tinha como ênfase musical uma melodia geralmente de fácil aceitação. Esta vertente foi influenciado mais tarde por ritmos estrangeiros, primeiramente pelo foxtrot e, na década de 1940, pelo bolero de enredos sentimentais.

Se o samba de morro tratava de temas diversos como malandragem, mulheres comportadas, favelas, o samba-canção mudou o foco para o lado subjetivo das dores e ingratidões, principalmente pela ótica do sofredor amoroso, tendo como resquício a temática do bolero, quando não assumindo um tom de queixa. Foi considerado um gênero da classe média por excelência. Além de "Ai, Ioiô", alguns outros clássicos do samba-canção foram "Risque", "No Rancho Fundo", "Copacabana" e "Ninguém Me Ama".

Seus mais famosos compositores foram Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Braguinha (conhecido também como João de Barro) e Ataulfo Alves. Outros destaques deste estilo foram Antônio Maria, Custódio Mesquita, Dolores Duran, Fernando Lobo, Henrique Vogeler, Ismael Neto, Lupicínio Rodrigues, Batatinha e Adoniran Barbosa, este último marcadamente por doses satíricas.

No final da década de 1950, com o surgimento da bossa nova, o samba-canção mais voltado para a "fossa" foi sendo um pouco esquecido e passou a dar voz a temáticas mais amenas, como a praia, o mar, o sol, temas cultivados por uma nova geração de compositores como Carlos Lyra, Mario Telles, Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, entre outros liderados pelo poeta Vinicius de Moraes. Este tipo de samba-canção utilizava o compasso 2/4, influenciado pelo violão cool jazz de Barney Kessel e a voz de Julie London no álbum "Julie Is My Name".

Mas a ideologia do Estado Novo de Getúlio Vargas contaminava o cenário do samba. Da malandragem convertido de "O Bonde São Januário" (de Ataulfo Alves e Wilson Batista) chegou-se a "Aquarela do Brasil" (de Ary Barroso), gravada por Francisco Alves em 1939. A canção foi o carro-chefe do samba-exaltação e primeiro sucesso brasileiro no exterior. O samba-exaltação era caracterizado por composições de melodia extensa e versos patrióticos. A cantora luso-brasileira Carmen Miranda conseguiu projetar o samba internacionalmente a partir do cinema.

Com o suporte do presidente Getúlio Vargas, o samba ganhou status de "música oficial" do Brasil. Mas este status de identidade nacional também veio do reconhecimento de intelectuais como Heitor Villa-Lobos, que organizou uma gravação com o maestro erudito norte-americano Leopold Stokowski no návio Uruguai, em 1940, do qual participaram Cartola, Donga, João da Baiana, Pixinguinha e Zé da Zilda.

Também na década de 1940, surgia uma nova safra de artistas como Francisco Alves, Mário Reis, Orlando Silva, Silvio Caldas e, mais adiante, Aracy de Almeida, Dalva de Oliveira, Elizeth Cardoso, entre outros. Novas adesões como de Assis Valente, de Ataulfo Alves, de Custódio Mesquita, de Dorival Caymmi, de Herivelto Martins, de Pedro Caetano, de Synval Silva, conduziram o samba para outros caminhos já ao gosto da indústria musical.

Instrumentos de Samba

O samba é tocado basicamente por instrumentos de percussão e acompanhado por instrumentos de corda. Em vertentes como o samba-exaltação e o samba de gafieira, foram acrescentados instrumentos de sopro.

Instrumentos básicos
Cavaquinho
Violão
Pandeiro
Surdo
Tamborim
Tantã

Em vertentes
Cuíca
Trompete

Fonte: Wikipédia.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Atenção! PRÉ-INSCRIÇÕES

Quem não estiver conseguindo abrir a Ficha de Pré-Inscrição pelo link poderá solicitá-la através do e-mail do coral:


O candidato pede por esse e-mail a ficha. Enviaremos logo em seguida.

Lembrando que as pré-inscrições vão até o dia 21 de fevereiro, e, nos dias 22 e 24 de fevereiro, ocorrerão os testes.

Abraço a todos!

sábado, 23 de janeiro de 2010

PRÉ-INSCRIÇÕES - Coral das Artes Cênicas


Vagas abertas! Seleção para coralistas e instrumentistas do Coral das Artes Cênicas. Interessados podem se inscrever até o dia 21 de fevereiro.

As vagas são para os naipes de soprano, contralto, tenor, barítono/baixo e para instrumentistas. O candidato pode fazer download da ficha de inscrição e fazer pré-inscrição.

Link para baixar Ficha de Inscrição:


Depois de preencher a ficha, basta enviá-la para o email:


A seleção acontecerá nos dias 22 e 24 de fevereiro, a partir das 18:00 horas, na Casa de Artes do IFCE, antigo CEFETCE, que fica na Av. 13 de Maio, 2081. Na audição, o candidato terá que participar de atividades que envolverão música e teatro. Para instrumentistas, especificar na ficha de inscrição o instrumento que toca. O candidato deverá ter disponibilidade de horário para ensaios nos dias de segunda-feira e quarta-feira, das 18:30 às 21:30 horas.

O resultado da seleção será divulgado no dia 1º de março, neste blog (http://coralartescenicas.blogspot.com/).

O Coral das Artes Cênicas surgiu a partir da necessidade de alguns alunos do Curso Superior em Artes Cênicas do CEFETCE, hoje Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), em ter uma participação mais ativa com o canto coletivo. Em seus trabalhos há uma mescla de música, teatro e dança. O Coral tem como diretor geral Aldrey Rocha, pós-graduado em Arte-Educação e estudante do Curso de Licenciatura em Teatro, ambos pelo IFCE, passando também pelo Curso Técnico em Música, pela mesma instituição, e pelo Curso de Extensão em Música, na modalidade de Canto Coral, pela Universidade Federal do Ceará.

A Noiva e o Condutor - CASCADURA (Espaço da ação)


Quando Joaquim canta "Helena, flor de Cascadura", ele não está xingando a amada, não. Está apenas revelando ao público onde ele, seus amigos e sua família vivem e convivem. Saiba mais sobre a história do bairro que é cenário para a ação de "A Noiva e o Condutor".

Cascadura é um bairro de classe média da Zona Norte do Rio de Janeiro. Sua principal característica é a facilidade no transporte. Além do trem, dezenas de linhas de ônibus partem do bairro ou o cortam. Por isso, o bairro além de residencial, serve de passagem pra milhares de pessoas. O comércio, sempre agitado, é uma marca de Cascadura. Entrelaçando-se através de muitas ruas com bairros vizinhos, Cascadura tem limites com o bairro de Madureira, e além deste, também faz divisa com Campinho, Quintino, Praça Seca, Cavalcanti e Engenheiro Leal.

Nome

Maria Graham, em 1824, publicou em Londres um livro com o título “Diário de uma viagem ao Brasil” no qual relata um passeio à fazenda Santa Cruz e faz referência ao local de “Casca d’Ouro”, próximo ao Campinho. Alguns estudiosos dão versão para origem do bairro, dizem que o povo passara a expressão Casca d’Ouro para Cascadura.
Entretanto, o jornalista e historiador Max Vasconcellos, em seu trabalho “Vias Brasileiras de Comunicação”, atribui o nome do bairro ao fato de que, por ocasião dos trabalhos de abertura da estrada de ferro, os operários tiveram grande dificuldades de remover com picaretas a pedreira (cascadura) próxima da estação de trem. No entanto uma outra versão é dada por antigos moradores, sendo o nome uma referência ao antigo Barão Tereré (Região de Minas Gerais), que, fazendo uma visita à Fazenda, por sua natureza arrogante, despertou repúdio dos moradores locais, os quais lhe atribuíram a designação de Casca Grossa, mais tarde sendo modificado para Cascadura. No entanto, todas essas possíveis origens para o nome do bairro não passam de mera especulação, pois a grande verdade é que nunca saberemos ao certo a verdadeira origem.

História

A Avenida Ernani Cardoso (antiga Rua do Campinho) era a principal rua do bairro, por ela se fazendo a entrada do local. Antigamente, existiam algumas fazendas no atual bairro de Cascadura, como a Fazenda do Campinho e a Fazenda do Ferraz – de maior importância.
Pela Rua Ernani Cardoso, sem calçamento, passavam carros de bois, levando cargas e lenhas – combustível imprescindível às cozinhas. Comerciantes traziam produtos hortigranjeiros e outras mercadorias em suas carroças ou lombos de burros. A figura dos mascates – vendedores ambulantes - com peças de fazenda, perfumaria e outras novidades era a mais atraente.
Desenvolvendo-se o bairro, chegaram as escolas. Na Rua Ernani Cardoso é construído o Colégio Primeiro de Julho (onde hoje está a Light) e duas escolas públicas: uma feminina (onde atualmente se encontra a Igreja Metodista) e outra masculina na esquina da Rua Ernani Cardoso com a Rua Mendes Aguiar, rua quase em frente ao atual Clube dos Sargentos e Suboficiais.
A maior atividade para a comunidade da época eram as festas religiosas, quermesses, banda de música e procissões promovidas pelas igrejas Nossa Senhora do Amparo e Nossa Senhora da Conceição.
Em 1858, a Estrada de Ferro Central do Brasil inaugurou o primeiro trecho da Linha Férrea Suburbana até Cascadura, pouco mais de 15km da estação Dom Pedro II (Central do Brasil) e era em Cascadura que funcionava o entreposto de cargas dos trens vindos de São Paulo.
A chegada do trem deu grande impulso a Cascadura e a linhas de bondes, inicialmente puxados por burros, e posteriormente - em 1928 – substituída pela energia elétrica da Light. Os bondes que partiam de Cascadura também chegavam até Cascadura, ou seja, eram pontos de saída e pontos de chegada dos bondes.
O primeiro Hospital de Tísicos do Brasil é o Hospital Nossa Senhora das Dores, que foi construído em 1914, em estilo suíço, com seis pavilhões que até 1965, permaneceu voltado somente para os doentes de tuberculose. Como foi dito anteriormente, este hospital foi o primeiro do Brasil no atendimento aos tuberculosos e, inclusive, na medicina preventiva da doença. Ainda funciona neste local o primeiro elevador de carga do Estado do Rio de Janeiro e, hoje, permanece além do marco histórico, como reserva ecológica de Cascadura, com muitas árvores frutíferas.
Cascadura no passado foi o principal comércio do subúrbio do Rio de Janeiro, tanto que o primeiro supermercado do Brasil foi inaugurado no bairro, prédio no qual, hoje, funciona o Supermercado Vianense na Praça Nossa Senhora do Amparo.

Fonte: Wikipédia.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Noiva e o Condutor - CENA DELETADA


Há músicas que existem para que o personagem a cante, e há personagens que existem para cantar a música. Este último caso aconteceu com o personagem Domingos. Ele e a irmã, Glória, são de uma família de retirantes que vieram de algum lugar do norte/nordeste do Brasil. Inicialmente, o personagem foi inventado para cantar, com a consangüínea, "Vamos Falar do Norte" (música do Bando de Tangarás, grupo formado em 1929 do qual Noel Rosa era integrante).

A cena, originalmente pensada por Aline Campêlo, intérprete de Glória, se passaria durante o ensaio do coral da igreja de Cascadura (bairro que a trama tem como cenário), liderado pela tia de Joaquim. No momento no qual os personagens estão aparentemente sem conflito, esse grande alívio cômico, tinha como pretexto mostrar um elemento que tornaria a aparecer numa cena mais tardia - uma carta de amor de Helena para Joaquim.

No entanto, a cena foi modificada para que apenas os dois irmãos estivessem presentes nela. Isso facilitou a ocorrência dos ensaios entre os atores e, como o grupo pôde observar mais tarde, revela uma intimidade maior entre os personagens. Como recompensa, Domingos teve a oportunidade de estar em outras cenas sem o compromisso de cantar nada.

CENA 7: Josefina está sentada. Entram Glória, Olga, Domingos e Guilherme. Domingos dá um sopapo nas costas de Guilherme, e Glória dá um tabefe no irmão.

Josefina: Calma, jovens. Lembrem-se que você estão na casa do Pai Celestial…

Domingos reagindo ao tabefe de Glória: Ai! Que Diabos!

Josefina: Pois bem, sentem-se. Por favor, menino do lado de menino e menina do lado de menina.

Glória senta entre Olga e Domingos.

Josefina: Bom! Assim está bom. Continuem assim até os trinta anos e nada de mal vai acontecer a vocês. Agora, postura, jovens.

Josefina tenta melhorar a postura de Glória.

Josefina: Fiquem de pé. Peito para fora e barriga para dentro. Olga, menos peito para fora. Muito bem. Vamos à afinação. Lá.

Domingos: Onde?

Josefina: Não. É a nota depois do sol. Lááá…

Glória, Olga, Domingos e Guilherme desafinando: Lááá…

Josefina: Não, juventude de Deus. É lááá…

Glória, Olga, Domingos e Guilherme afinados: Lááá…

Josefina: Bem melhor. Agora, percebo que minhas preces não têm sido em vão. Podem se sentar. Cada um vai me mostrar a música que pesquisou para cantar no coral da missa. Olga, você primeiro.

Olga cantarola a Marcha Nupcial.

Josefina: Ótimo! Para quem é maior de trinta. Não se esqueçam. Sua vez, Guilherme. O que tem para nos mostrar?

Guilherme surpreende Josefina e Olga com a Marcha Fúnebre.

Josefina: Parou! Guilherme, sinto que a sua pobre alma ainda não está em comunhão com o Divino Espírito. Bom, depois dessa é melhor retornarmos para o coração quente dos nossos lares e pagarmos algumas penitências…

Glória: Peraí! E eu e o Domingos? Não vamos cantar por quê?

Josefina: Porque…

Olga: Porque ninguém quer ouvir a sua voz de taquara rachada.

Glória: Pois fique você sabendo que eu e o traste do meu irmão já tivemos nosso próprio show.

Olga: Ah, tá! E eu tenho a minha própria grife: a Olga’s.

Josefina: E no que consistia esse show, jovem abençoada?

Glória: É que nosso pai queria muito que a gente fosse uma dupla de irmãos cantores famosos lá no sertão: Glória & Dom. E ele compôs até uma música pra gente cantar pelas noites dos bares de lá. E, quando a gente cantava, o povo dizia que até a lua sambava.

Josefina: Então nos mostrem esse show, meus anjos celestes.

Os personagens cantam Vamos Falar do Norte.

Josefina: Bravo! Que vozes angelicais! Mas me digam: por que vocês não continuaram a cantar?

Glória: Foi porque o papai desistiu da idéia e trouxe a família toda pro Rio. Mas eu acho que tinha que ser assim mesmo, porque, sem a gente aqui, era capaz de a Helena acabar ficando sem o Joaquim.

Josefina: Como?

Glória: Por falar nisso…

Olga se insinuando para Domingos: Me deu uma vontade de conhecer o sertão agora.

Glória: Larga ele. Domingos, a Helena pediu um favor a você.

Domingos: Qual?

Glória: Leve essa carta e a entregue nas mãos daquele rapaz, o Joaquim.

Domingos: Antes ou depois de eu ler?

Glória: Não é pra você ler, seu estúpido.

Glória sai de cena batendo em Domingos, atrás deles, Olga e Guilherme se flertando e, em seguida, Josefina decepcionada.

Josefina: Livrai-nos do mal, Senhor!